Na quarta-feira (4 de novembro), a Prefeitura de Dourados iniciou uma força-tarefa para reforçar o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da chikungunya, dengue e zika.
A ação começou nos bairros Parque das Nações I, Jardim Brasília, Vila Guarani e Jardim Márcia, oferecendo serviços de limpeza, recolhimento de materiais inservíveis, orientação à população e intensificação do controle vetorial.
Para facilitar o descarte de objetos que possam acumular água, três caçambas foram disponibilizadas em pontos estratégicos: na esquina da Rua Álvaro Brandão com a Rua Cuiabá, na esquina da Rua Filinto Müller com a Rua Vivaldi de Oliveira e no campo da Praça da Juventude.
A Prefeitura orientou os moradores das regiões atendidas a aproveitar a oportunidade para retirar dos quintais pneus, recipientes, móveis e outros materiais sem utilidade que possam se transformar em criadouros do mosquito.
Mobilização em quatro bairros
A programação da quarta-feira contou também com a participação de agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias, que percorreram os bairros levando orientações aos moradores.
As equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) ficaram responsáveis pelos serviços de limpeza nos espaços públicos, enquanto a aplicação de inseticida por meio do fumacê foi reforçada na região.
A primeira etapa abre um calendário de mobilizações que vai alcançar outras localidades ao longo de novembro.
No dia 11, os trabalhos serão concentrados nas regiões do Jardim Santa Maria e Jardim Maracanã; no dia 18, será a vez da região do Jardim Carisma; e, no dia 25, o mutirão chegará à Vila Índio.
A proposta é unir limpeza urbana, orientação e controle do mosquito em áreas que precisam de atenção, com a participação direta dos moradores.
O cenário epidemiológico reforça a importância da mobilização. Conforme o último boletim epidemiológico, Dourados acumula 10.738 notificações suspeitas de chikungunya, 5.267 casos confirmados e 19 mortes.
A dengue e a zika também estão no radar das autoridades de saúde. Segundo o secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, o município já contabiliza 12 notificações de zika neste ano, depois de não registrar casos da doença em 2025.
A preocupação com a zika é ainda maior entre as gestantes, pois a infecção durante a gravidez pode comprometer o desenvolvimento do bebê e provocar alterações neurológicas e malformações, incluindo a microcefalia.
Por isso, a recomendação é reforçar a proteção contra picadas, utilizar repelentes apropriados para a gestação com orientação profissional, instalar telas em portas e janelas e eliminar recipientes com água parada.
O acompanhamento pré-natal e a busca por atendimento diante de sintomas como febre, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações, dor de cabeça e conjuntivite também são importantes.
A previsão de chuva e temperaturas elevadas para a primeira quinzena de novembro é outro fator que exige atenção, já que o ambiente quente e úmido favorece a reprodução do Aedes aegypti.
A orientação da Prefeitura é que os cuidados sejam mantidos durante todo o ano, com vistorias frequentes em calhas, ralos, caixas-d’água, vasos de plantas, pneus e demais recipientes que possam acumular água.
Com a mobilização, a Prefeitura espera reduzir a proliferação do mosquito e, consequentemente, diminuir os casos de arboviroses em Dourados.
O próximo passo será avaliar os resultados das ações de limpeza e controle, ajustando estratégias conforme a evolução epidemiológica e o feedback dos moradores.







