Roberto Razuk, ex-deputado estadual de Mato Grosso do Sul, faleceu na manhã desta quinta-feira (15). Ele tinha 85 anos e estava internado no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo (SP), onde realizava tratamento de saúde.
A confirmação da morte foi feita pela esposa, Délia Razuk, ex-prefeita de Dourados. Segundo ela, o político vinha recebendo cuidados paliativos devido a problemas de saúde e lutou até o fim. Nos últimos anos, Razuk dividia o tempo entre o hospital na capital paulista e sua cidade natal, Dourados.
Despedida em São Paulo
Em nota divulgada à imprensa, a família informou que o corpo será cremado em São Paulo. Não haverá velório nem cerimônias fúnebres, conforme desejo manifestado por Roberto Razuk.
A trajetória política de Razuk teve início na Assembleia Legislativa de MS, onde exerceu dois mandatos entre 1987 e 1995. Filho de imigrantes libaneses de origem turca, nasceu em Campo Grande em 1941. Como parlamentar, participou dos trabalhos constituintes que resultaram na Constituição Estadual de 1989.
Entre suas principais contribuições legislativas, destaca-se a defesa da criação da Uems (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) e a instalação de sua sede em Dourados. Essa atuação consolidou sua influência na política local, estendendo-se também à família. Délia Razuk foi prefeita da cidade, e o filho, Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk, também foi deputado estadual.
Investigação do Gaeco
Em novembro do ano passado, Roberto Razuk tornou-se alvo de uma investigação que resultou na nova fase da Operação Suceccione, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). A apuração tratava de suspeita de envolvimento com o jogo do bicho. O documento enviado não informa desdobramentos posteriores da investigação.
A morte encerra a trajetória de um nome ligado à política estadual e à vida pública de Dourados, marcada por mandatos na Assembleia Legislativa e pela presença da família em cargos eletivos.








