A Lagoa Maior, localizada no centro de Três Lagoas (Mato Grosso do Sul), segue como um dos principais pontos de encontro da cidade. O espaço atrai moradores que buscam caminhada, descanso, paisagem e, nos dias de calor, um tereré gelado à beira‑d’água. O programa “De Boa na Lagoa”, apresentado por Pedro Tergolino, registrou essas percepções e reforçou o papel do local como ponto de integração social.
Jacira, que já morou fora da cidade e hoje reside em São Paulo, revelou que sempre retorna à Lagoa quando visita Três Lagoas. Para ela, o local resume a relação afetiva de muitos moradores com o cartão‑postal da cidade. “É um verdadeiro paraíso. Linda, linda, linda. A gente ama aqui”, afirmou.
Meriele, 36 anos, utiliza a Lagoa como refúgio diário. Ela caminha de segunda a sexta‑feira, descrevendo o espaço como “minha paz de todos os dias”. O exercício, segundo a entrevistada, contribui tanto para a saúde física quanto para a mental, reforçando a importância do ambiente natural para o bem‑estar. “Todo mundo deveria levantar da cama, levantar do sofá e vir curtir a nossa Lagoa. É grátis”, completou.
Tradição do tereré
Genivaldo, proprietário da Casa de Ervas 3G, explicou a origem das torres de tereré que atendem os frequentadores da Lagoa. A ideia surgiu após experiências em Costa Rica, no interior de Mato Grosso do Sul, e em Chapadão do Céu, onde ele conheceu o modelo antes de trazê‑lo para Três Lagoas. As torres são oferecidas em versões de 1,5 litro e 3 litros; a menor vem com dois copos, erva e duas bombas, enquanto a maior inclui três copos, um para cada pessoa. A menor torre acompanha dois copos com erva e duas bombas, e a maior vem com três copos, um para cada pessoa.
As bombas são lavadas e esterilizadas em autoclave, conforme orientação da Vigilância Sanitária, garantindo a segurança dos usuários. Entre as opções disponíveis estão o tereré raiz (água e gelo), o tereré “mal‑humorado” (água e limão) e versões naturais como limão com hortelã, limonada e outros sabores. No calor, o movimento aumenta, sobretudo à noite, quando jovens e famílias chegam depois do trabalho para se refrescar. Segundo Genivaldo, o movimento se intensifica ao entardecer, com grupos que buscam a brisa fresca e o tereré compartilhado.
Movimento e bem‑estar
Giulia, outra entrevistada, destacou que o tereré pode ser apreciado a qualquer hora, mas prefere o período da manhã. Ela afirmou que a bebida “ajuda muito na questão da bexiga” e combina perfeitamente com o calor e o ambiente da Lagoa. Entre caminhadas, conversas e o copo compartilhado, o local se consolidou como ponto de encontro gratuito que favorece a socialização e a prática de atividade física.
A combinação de lazer ao ar livre, cuidados com a saúde e a tradição do tereré faz da Lagoa Maior um cartão‑postal vivo de Três Lagoas. O espaço permanece gratuito e aberto a todos, permitindo que a comunidade desfrute sem custo e reforçando a identidade cultural da cidade. Enquanto a demanda cresce, a administração municipal ainda não anunciou mudanças na estrutura, mantendo a lagoa como ponto de referência para a população.








