Um jovem de 21 anos foi alvo de mandado de busca e apreensão nesta terça-feira (22) em Ponta Porã, a 313 km de Campo Grande, sob investigação de registro clandestino e exibição de imagens íntimas.
A ação foi conduzida pelo Setor de Investigações Gerais (SIG) da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) de Campo Grande, como parte da Operação Mulher Segura. Na residência do suspeito, policiais apreenderam celulares, tablets e um notebook.
Os aparelhos serão submetidos à perícia digital para rastrear conversas, arquivos apagados e conteúdos sincronizados em nuvem, a fim de verificar se o material chegou a ser repassado a terceiros ou compartilhado em redes sociais.
Investigação em andamento
O inquérito foi aberto em novembro de 2025, após uma jovem de 21 anos procurar a Deam e relatar que, após o fim do relacionamento de seis meses, descobriu que o rapaz guardava fotos e gravações de relações sexuais feitas às escondidas, sem seu conhecimento.
Um conhecido do suspeito prestou depoimento em agosto de 2025, afirmando ter visto o jovem mostrar no telefone registros íntimos com várias mulheres, reconhecendo a então namorada dele. Meses depois, o rapaz teria exibido vídeos e fotos semelhantes de outras parceiras.
Vítimas e evidências
Uma segunda vítima, de 18 anos, que manteve encontros esporádicos com o investigado, relatou à polícia ter visto imagens de mulheres salvas no celular dele em outubro de 2025. Ela localizou fotografias de si mesma em poses íntimas tiradas sem seu conhecimento ou permissão.
Diante dos relatos e do risco de propagação das imagens, a polícia solicitou à Justiça a busca domiciliar e a quebra do sigilo dos aparelhos para recolher as mídias. O suspeito responde pelos crimes de registro não autorizado da intimidade sexual e divulgação de cena de sexo ou nudez sem consentimento.
A investigação continua, e os resultados da perícia digital deverão esclarecer se o material foi compartilhado em redes sociais ou repassado a terceiros. A Polícia Civil de MS permanece vigilante, buscando proteger as vítimas e coibir a prática de registros íntimos sem consentimento.








