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Campo Grande registra 254 mm de chuva em outubro, quase o dobro da média histórica

Volume de precipitação superou em 81% a média histórica para o mês - Foto: Arquivo RCN67

Campo Grande registrou, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), um acumulado de 254 milímetros de chuva ao longo de outubro de 2026. Esse volume representa quase o dobro da média histórica para o mês, que é de 140 mm, e constitui o maior registro para outubro desde, pelo menos, 2018, de acordo com o balanço divulgado pela empresa de meteorologia Climatempo.

O excesso de precipitação também influenciou as temperaturas na capital sul‑mato‑grossense. Durante todo o mês, os termômetros ultrapassaram a marca dos 30 °C em apenas 11 dias, cenário incomum para a região, onde o calor costuma predominar ao longo do outono.

Comparativo regional

Esse padrão acompanha o observado em parte do centro‑sul do Brasil, onde os volumes de precipitação ficaram acima da média e as temperaturas ficaram abaixo do normal. Já no centro‑norte, predominou a combinação de calor acima da média e menor quantidade de chuva, evidenciando a diversidade climática do país neste período.

No Centro‑Oeste, todas as capitais registraram mais de 100 mm de chuva em outubro. Goiânia acumulou 224,2 mm, superando a média histórica de 144 mm. Brasília chegou a 133,6 mm, próximo da média de 142 mm, enquanto Cuiabá registrou 116,4 mm, ligeiramente abaixo da média de 129 mm para o mês.

Entre as capitais brasileiras que ultrapassaram a marca dos 200 mm, Campo Grande ficou entre as sete que mais choveu. Curitiba registrou 294,6 mm e o Rio de Janeiro, 298,2 mm, sendo este o maior acumulado na cidade desde 1997, quando começaram as medições regulares. São Paulo acumulou 223,2 mm, Goiânia 224,2 mm, Vitória 213,2 mm e, em Belo Horizonte, os valores variaram entre 164,2 mm na estação de Santo Agostinho e 217,6 mm na Pampulha.

Capitais mais chuvosas

No Rio de Janeiro, a região de Jacarepaguá chegou a quase três vezes a média de precipitação para outubro, estimada em 95 mm pelo sistema Alerta Rio. Esse volume reforça a classificação de 2026 como o mês mais chuvoso na capital fluminense nas últimas três décadas.

No Nordeste, a chuva ficou abaixo da média na maioria das capitais, com destaque para São Luís, que não registrou precipitação no período, e Teresina e Natal, que acumularam menos de 10 mm. Na Região Norte, Belém registrou 76,4 mm, pouco mais da metade da média histórica de 136 mm, e Porto Velho, 49,7 mm, bem abaixo da média de cerca de 193 mm. Os números divulgados pela Climatempo são preliminares e podem ser ajustados na consolidação dos dados do Inmet, mas já indicam a necessidade de monitoramento constante e de ações de prevenção contra alagamentos nas áreas mais vulneráveis.

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