A terceira edição do Festival Curta Campo Grande definiu a equidade de gênero e a diversidade como pilares centrais da sua curadoria. O evento selecionou 30 filmes dirigidos por mulheres e 30 por homens, garantindo uma divisão igualitária na programação. Além do gênero dos realizadores, a seleção incluiu produções com temáticas LGBTQIA+, indígenas e negras.
Segundo o diretor do festival, Dannon Lacerda, a proposta é ampliar a representação de diferentes grupos sociais no audiovisual. A intenção é aproximar o público de histórias que reflitam a pluralidade do Brasil e de outros países, evitando limitar o evento a um único recorte de sociedade.
Representatividade na programação
Lacerda afirmou que a preocupação com a diversidade é uma prioridade da organização. Para o diretor, a inclusão precisa estar presente não apenas nos assuntos abordados, mas também na composição geral da mostra. A seleção busca abrir espaço para diferentes perspectivas e experiências sociais e culturais.
“Além da temática LGBT, temática indígena, temática negra, para que a gente tenha de fato um espelho do que é o Brasil e o mundo”, declarou Lacerda. A escolha das temáticas visa reunir narrativas que dialoguem com realidades diversas, fortalecendo o caráter inclusivo do festival.
A curadoria também abriu espaço para produções internacionais. Nesta edição, o festival recebeu 1.257 curtas-metragens inscritos. Deste total, 40 são filmes estrangeiros e outros 40 foram produzidos em Mato Grosso do Sul. Os demais trabalhos vieram de outros estados brasileiros.
Expansão internacional
A inclusão de filmes de fora do país surgiu após a organização perceber o interesse de realizadores internacionais em participar do evento. Em edições anteriores, as inscrições de estrangeiros não faziam parte do regulamento, mas a demanda levou à mudança.
“A expansão para acolhimento de filmes internacionais nasceu primeiro da demanda dos próprios realizadores de fora”, explicou o diretor. Lacerda relaciona essa abertura às características geográficas de Mato Grosso do Sul, estado que faz fronteira com Paraguai e Bolívia e divisa com outros cinco estados brasileiros.
Para o diretor, a localização favorece o contato com diferentes referências culturais. O intercâmbio entre produções permite comparar questões em voga em outros países com o que acontece no Brasil. A presença dos 40 filmes sul-mato-grossenses mantém a produção regional em destaque, enquanto a parte internacional amplia o alcance da seleção.
O 3º Festival Curta Campo Grande acontece de 26 a 31 de outubro de 2026, em Campo Grande. A entrada é gratuita para o público. As senhas são distribuídas uma hora antes de cada sessão ou atividade.








