Um projeto de lei apresentado pelo vereador Pedro Machado, conhecido como professor Pedrinho, propõe a distribuição de pulseiras de identificação para crianças e adolescentes com diabetes matriculados na rede municipal de ensino de Três Lagoas. A iniciativa busca facilitar o reconhecimento da condição de saúde dos estudantes em situações de emergência e evitar que recebam atendimento inadequado por falta de informação.
A proposta prevê que as pulseiras tenham a palavra “diabetes” e um QR Code com informações sobre a criança ou adolescente e os contatos dos responsáveis. Dessa forma, caso o estudante passe mal na escola, durante uma atividade física ou em outro ambiente público, quem prestar o primeiro atendimento poderá identificar a condição e entrar em contato com a família.
Origem da proposta
Segundo o vereador, a iniciativa surgiu a partir de relatos de mães e da preocupação com situações em que crianças não conseguem informar que têm diabetes quando apresentam algum mal-estar. Pedro Machado explicou que, infelizmente, muitas vezes as crianças sentem-se mal e ninguém tem a informação de que elas têm diabetes. Por conta do estado de saúde, não conseguem nem avisar. Então, muitas vezes, acontece um primeiro atendimento de uma forma errada.
O parlamentar destacou que a identificação também pode contribuir para os cuidados necessários durante a rotina escolar, especialmente em relação à alimentação, à hidratação e à prática de atividades físicas. Crianças com diabetes precisam de atenção a esses aspectos, e a falta de alimentação nos horários adequados pode representar riscos à saúde.
Implementação e custo
A proposta é que o Poder Público municipal forneça as pulseiras aos estudantes que necessitam da identificação. Pedro Machado defende que a medida tenha o apoio da Prefeitura e pede atenção do prefeito Cassiano Maia para a iniciativa. Ele afirmou acreditar que é um passo muito importante para a proteção dessas crianças e adolescentes que têm diabetes. Uma pulseirinha não oneraria tanto os cofres públicos do município e, com uma boa vontade política, acho que é algo que pode acontecer e salvar a vida de muitas pessoas.
O projeto tem como objetivo ampliar a proteção dos estudantes e oferecer mais segurança também às famílias, permitindo que informações importantes sobre a condição de saúde estejam acessíveis em situações nas quais a criança não consiga se comunicar.








