Em entrevista à Rádio Massa FM, o deputado federal Vander Loubet, do Partido dos Trabalhadores, anunciou sua candidatura ao Senado de Mato Grosso do Sul, uma das duas vagas majoritárias que serão disputadas nas eleições de 2026. O parlamentar afirmou que pretende defender os interesses do Estado sem romper o diálogo com o governo federal.
Loubet explicou que a decisão de concorrer ao Senado veio após um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com seis mandatos na Câmara dos Deputados, ele apontou a experiência acumulada e a relação construída com municípios do interior como principais credenciais para a disputa.
Diálogo político
Segundo o candidato, o Senado exige “pessoas experientes, que tenham a capacidade de dialogar com aqueles que pensam diferente”. Ele reforçou que, em caso de conflito entre os interesses de Mato Grosso do Sul e as diretrizes do governo, sua prioridade será a defesa do Estado, ainda que isso signifique divergência.
Segurança na fronteira
Natural de Porto Murtinho, região fronteiriça, Loubet colocou a segurança da fronteira entre as principais bandeiras de sua proposta. Ele defende o combate ao tráfico de drogas e armas, maior integração entre Exército, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e forças estaduais, além da criação de uma academia de polícia integrada com Bolívia e Argentina.
Desenvolvimento econômico
O candidato destacou o crescimento da indústria de celulose e papel na Costa Leste do Estado e propôs ampliar a integração entre empresas, universidades e institutos federais para gerar novos produtos e mão de obra especializada. Também defende o fortalecimento da legislação contra traficantes, combinando repressão, inteligência e tecnologia.
Além das pautas citadas, Loubet abordou a necessidade de equilibrar preservação do Pantanal com produção, sugerindo diálogos entre produtores, ambientalistas e autoridades. Ele também propôs regras mais claras de ética para o Supremo Tribunal Federal. Ao encerrar a entrevista, reafirmou que pretende atuar em temas que envolvem produtores rurais, povos indígenas, assentados e quilombolas, buscando um Senado pautado no diálogo entre diferentes setores da sociedade.








