A Prefeitura de Três Lagoas realizou, nesta quinta-feira (17), a sétima reunião de 2026 do Comitê de Mobilização e Combate ao Aedes aegypti. O encontro reuniu representantes de diversos setores e instituições com o objetivo de atualizar o cenário das arboviroses no município. A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) conduziu os trabalhos para alinhar estratégias de prevenção e controle.
O foco principal da pauta foi o enfrentamento de doenças transmitidas pelo mosquito, como dengue, chikungunya e Zika. A presidenta do Comitê, Geórgia Medeiros de Castro Andrade, abriu a sessão destacando a relevância do trabalho integrado entre os setores envolvidos. A gestão municipal busca manter uma resposta organizada antes de possíveis situações epidêmicas.
Atualização do cenário epidemiológico
A Vigilância Epidemiológica apresentou a situação atual dos registros de dengue e chikungunya em Três Lagoas. Adriana Spazzapan conduziu a exposição, fornecendo as informações necessárias para o acompanhamento da saúde pública. Em seguida, Humberta Azambuja detalhou os dados da vacinação contra a dengue e as estratégias de imunização adotadas pela rede municipal.
É importante notar que o documento divulgado pela Prefeitura não especifica os números detalhados de casos nem os índices exatos de cobertura vacinal apresentados durante a reunião. As informações quantitativas específicas ficaram restritas ao âmbito da discussão interna do comitê, servindo como base para as decisões estratégicas subsequentes.
As equipes de Endemias relataram as atividades de campo executadas no período. Entre as ações estão visitas domiciliares, bloqueios de casos e bloqueios químicos. O levantamento do índice rápido do mosquito e mutirões de limpeza também foram destacados por Alcides Divino Ferreira. Essas medidas visam a eliminação direta dos criadouros e a redução da densidade do vetor nas áreas de maior risco.
Monitoramento e educação em saúde
A área de Entomologia demonstrou o trabalho de monitoramento contínuo do Aedes aegypti. O processo inclui a análise de larvas e pupas, além do uso de larvitrampas e ovitrampas em diferentes pontos da cidade. Esse acompanhamento técnico orienta as ações de controle, permitindo identificar áreas com maior proliferação do mosquito e direcionar os esforços das equipes de campo.
A Promoção da Saúde apresentou as iniciativas de mobilização e educação desenvolvidas junto à população. Aline Martins Oliveira representou a área e destacou as atividades de engajamento relacionadas ao projeto Wolbachia. Ações recentes foram realizadas nas Unidades de Saúde da Família (USFs) Paranapungá, Joel Neves e Miguel Nunes. Ao todo, essas atividades registraram a participação de 201 pessoas, reforçando a aposta do município na educação em saúde.
Outro ponto central da reunião foi o incentivo à participação de escolas e instituições na prevenção. As unidades que desenvolvem ações de conscientização e combate ao Aedes em seus próprios espaços recebem certificação do Comitê. A medida funciona como reconhecimento ao envolvimento dessas instituições na saúde pública. A proposta é estimular a orientação e o cuidado em ambientes escolares, reduzindo as condições que favorecem a proliferação do mosquito.
O Comitê também relacionou o enfrentamento às arboviroses ao cuidado integral com a saúde, em alusão ao Setembro Amarelo. A discussão considerou que os impactos das doenças podem ultrapassar o período da infecção. Nos casos de chikungunya, dores persistentes e limitações de mobilidade podem interferir na autonomia e na qualidade de vida dos pacientes. Em situações de maior impacto, essas mudanças podem contribuir para o isolamento social e o sofrimento emocional, reforçando a necessidade de atenção à saúde mental.
A abordagem defendida aponta para a integração entre diferentes áreas da saúde. As ações devem considerar prevenção, tratamento, recuperação, reabilitação e bem-estar da população. O Comitê tem a atribuição de acompanhar e estabelecer estratégias de controle das arboviroses. Com a participação de escolas, instituições e unidades de saúde, a Prefeitura de Três Lagoas busca manter o combate ao Aedes aegypti de forma contínua e estruturada.







