Pesquisar

MPMS inicia Operação Colete de Troia para investigar esquema de entrada de drogas e celulares na penitenciária de Dourados

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) deflagrou, nesta quarta-feira (21 de março de 2024), a Operação Colete de Troia para apurar um esquema criminoso que teria usado policiais penais para inserir drogas, celulares e outros materiais ilícitos na Penitenciária Estadual de Dourados (PED). A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), cumpre dez mandados de busca e apreensão em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí, no Paraná.

Operação

A investigação, iniciada em meados de 2024, coloca Dourados no centro da apuração, pois os materiais ilícitos teriam sido destinados às dependências da PED. O Gaeco suspeita que policiais penais tenham usado a função pública para atuar em conluio com presos e particulares, facilitando ou promovendo a entrada dos produtos no presídio.

Investigações

De acordo com o material divulgado pelo MPMS, os policiais penais investigados teriam se valido da confiança ligada ao cargo para subverter os deveres funcionais e favorecer a entrada de itens proibidos na PED. A apuração aponta que drogas, aparelhos celulares e outros materiais ilícitos eram distribuídos, comercializados ou consumidos dentro da unidade prisional. O Gaeco também apura o uso de drones para inserir ou facilitar a entrada desses produtos na PED.

A operação contou com apoio da Polícia Militar, por meio do Batalhão de Choque, do Comando de Operações Penitenciárias (Cope), da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agepen, além do apoio do Gaeco do Paraná. Um representante da OAB/MS também acompanhou diligências realizadas na residência de uma advogada.

O nome Colete de Troia faz alusão ao Cavalo de Troia, narrativa da literatura clássica associada a Homero e Virgílio. Na comparação feita pelo Ministério Público, o colete e a confiança inerentes ao cargo de policial penal teriam sido usados como forma de dissimulação dentro do esquema investigado.

Até a publicação, o documento não informava o resultado das buscas nem detalhava quais materiais foram apreendidos durante o cumprimento dos mandados. A investigação permanece em andamento, com o Ministério Público aguardando os laudos das equipes de busca e a análise dos objetos apreendidos. A expectativa é que, em breve, sejam divulgados os resultados e, se confirmada a prática, sejam tomadas medidas judiciais contra os envolvidos, garantindo a segurança e a integridade da PED.

O Gaeco investigou também a possibilidade de uso de drones para inserir ou facilitar a entrada desses produtos na PED, uma técnica que teria permitido a entrega de itens sem contato direto com os presos.

O Ministério Público divulgou que os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro cidades: Dourados, Ivinhema e Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul, e Paranavaí, no Paraná. A ação contou com a participação de equipes de investigação e apoio logístico, além de representantes da OAB/MS que acompanharam diligências na residência de uma advogada.

Isso vai fechar em 35 segundos