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Maria Alice lança webclipe de ‘Não Violência’ de Geraldo Espíndola

Maria Alice, no estúdio da Rádio Massa FM Campo Grande Foto: Karina Anunciato/ Portal RCN67

A cantora Maria Alice lançou um novo webclipe da música Não Violência, composta por Geraldo Espíndola em 1967. A obra, criada originalmente como um protesto contra a Guerra dos Seis Dias, ganha nova vida artística quase seis décadas depois. O vídeo conecta a mensagem da canção aos conflitos armados e à violência cotidiana presentes na sociedade atual.

Para Maria Alice, a permanência da mensagem é o aspecto mais marcante da composição. A artista afirma que o mundo continua convivendo com guerras e diferentes manifestações de violência, tornando a letra atual. Ela destaca que os reflexos desses conflitos ultrapassam as fronteiras dos países envolvidos, impactando a vida cotidiana, inclusive com o aumento de preços e outras consequências econômicas.

Arte como reflexão

A escolha da música integra um projeto maior lançado em dezembro de 2025, que reúne 14 canções. A iniciativa faz parte de um esforço da artista para homenagear compositores regionais. Essa proposta começou em 2022, com um trabalho dedicado a Paulo Simões, e agora concentra-se na obra de Geraldo Espíndola, referência importante para a história cultural de Mato Grosso do Sul.

Maria Alice descreve o trabalho como um projeto com caráter militante. A intenção não é apenas musical, mas sim explorar o que a arte representa e o que ela diz sobre a sociedade. A cantora defende que a arte não serve apenas para entreter ou distrair, mas também para provocar questionamentos e estimular mudanças. As imagens do webclipe mostram situações de guerras, violência urbana e vulnerabilidade social, criando uma ponte entre a composição clássica e a contemporaneidade.

A relevância da mensagem é reforçada pelo contexto brasileiro. Segundo a artista, a violência está normalizada no cotidiano do brasileiro, influenciando comportamentos e decisões diárias. A música já havia sido utilizada em outra campanha contra a violência, realizada após a morte do músico Alex Batata, vocalista e guitarrista do Bando do Velho Jack, que foi vítima de um disparo durante uma discussão em um bar.

Preservação da memória

O trabalho com Geraldo Espíndola visa manter em evidência nomes da música sul-mato-grossense. Maria Alice observa que o público frequentemente conhece a música pela voz do intérprete, mas ignora quem está por trás da composição. O objetivo é contribuir para que esses nomes permaneçam na memória das novas gerações e não fiquem esquecidos na história.

O repertório dedicado a Geraldo Espíndola reúne diferentes temas e ritmos, apresentando a diversidade da produção do compositor. A cantora destaca também a importância da família Espíndola para a cultura do estado. A escolha pelo formato de webclipe acompanha a transformação na maneira como a música chega ao público, especialmente pelas redes sociais.

Maria Alice admite a necessidade de se adaptar às novas ferramentas digitais, mas vê nelas uma oportunidade de ampliar o alcance da mensagem. A linguagem mais rápida e próxima das plataformas digitais ajuda a alcançar novos públicos. A artista utiliza essa ferramenta para garantir que a discussão proposta pela música seja percebida por um número maior de pessoas.

O trabalho de Maria Alice com a obra de Geraldo Espíndola está disponível nas plataformas digitais e na rede social da cantora. O lançamento reforça o compromisso da artista com a preservação da memória musical regional e com o uso da arte como instrumento de reflexão social.

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