Neste domingo, 25 de outubro, os brasileiros escolherão quem comandará a República pelos próximos quatro anos, com Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) disputando o segundo turno da eleição presidencial de 2026.
Estão aptos a votar 158.745.463 eleitores em todo o país. No Mato Grosso do Sul, o eleitorado chega a cerca de dois milhões, enquanto o município de Três Lagoas registra 88.668 eleitores habilitados.
No primeiro turno, 33.469.244 eleitores deixaram as urnas vazias. Em MS, 483.210 eleitores não compareceram, e em Três Lagoas foram 23.379 ausentes, representando 26,42 % do eleitorado municipal.
A diferença entre os candidatos no primeiro turno foi de pouco mais de 2,2 milhões de votos. Assim, a mobilização dos eleitores ausentes e a conquista dos votos antes destinados a candidatos eliminados podem mudar o resultado. As campanhas intensificam a propaganda para evitar abstenções.
Eleitores ausentes
A estratégia de atrair os 483.210 eleitores do Mato Grosso do Sul e os 23.379 de Três Lagoas passa pela comunicação local e pela oferta de transporte até as seções eleitorais. Cada ponto percentual pode ser decisivo, sobretudo nos municípios onde a margem de vitória costuma ser estreita.
Lula concentra sua campanha na defesa das políticas sociais e econômicas implementadas desde 2023, alertando para os riscos que, segundo seu discurso, a vitória do adversário representaria para a estabilidade institucional e para os programas de assistência.
Flávio Bolsonaro aposta no antipetismo, na promessa de mudança de governo e na captação de eleitores de direita que apoiaram outros candidatos no primeiro turno. Seu discurso enfatiza a necessidade de ruptura com o modelo atual e a retomada de valores conservadores.
Rumo ao futuro
Lula, 80 anos, foi eleito presidente pela primeira vez em 2002, reeleito em 2006, deixou o cargo em 2010 e retornou em 2023, buscando agora um quarto mandato. Flávio Bolsonaro, 45 anos, iniciou a carreira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, foi deputado estadual por quatro mandatos consecutivos, concorreu à prefeitura do Rio em 2016 sem sucesso e, em 2018, venceu a eleição para o Senado, assumindo o mandato em fevereiro de 2019.
A decisão de domingo definirá qual projeto guiará a economia, as políticas sociais e a atuação do governo federal nos próximos quatro anos. O resultado também influenciará a agenda legislativa e a relação do Executivo com os estados, sobretudo em áreas como saúde, educação e segurança pública.








