A pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (17) indica que Flávio Bolsonaro (PL) lidera o segundo turno da eleição presidencial com 51,2 % dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,8 %, reduzindo a diferença de 5,4 para 2,4 pontos percentuais em apenas uma semana.
A coleta foi realizada entre terça‑feira (13) e quinta‑feira (15) com 1.500 eleitores em todo o país, margem de erro de 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95,45 %. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR‑00223/2026; o material divulgado não indica quem contratou a pesquisa. A amostra foi estratificada por região, sexo, idade e nível de escolaridade, garantindo representatividade nacional.
Resultados da pesquisa
Nos votos válidos, Flávio Bolsonaro alcança 51,2 % e Lula 48,8 %, mantendo o empate técnico dentro da margem de erro de 2,6 pontos. Quando considerados os votos totais – que englobam brancos, nulos e indecisos – o senador registra 48 % contra 46 % do ex‑presidente. As variações ficam dentro da margem de erro, de modo que a pesquisa não comprova queda ou alta de nenhum candidato, apenas indica que a distância entre eles diminuiu.
A pesquisa detalha ainda o perfil dos eleitores. Entre os homens, Flávio obtém 53 % dos votos totais, enquanto Lula lidera entre as mulheres com 51 %. Na faixa etária de 35 a 59 anos, o senador tem 51 % de apoio; entre os maiores de 60, Lula registra 50 %. Eleitores com ensino médio ou superior favorecem Flávio (53 % e 52 %, respectivamente), ao passo que quem tem apenas ensino fundamental prefere Lula (51 %). Quanto à renda, quem ganha mais de dois salários mínimos vota 54 % em Flávio, enquanto a parcela que recebe até dois salários mínimos opta por Lula (54 %). Entre os evangélicos, o candidato da família Bolsonaro lidera com 62 % contra 30 % de Lula; entre católicos, a disputa fica mais equilibrada (49 % a 46 %). Os eleitores que se declaram sem religião ou que seguem outras crenças dão 56 % de apoio a Flávio e 37 % a Lula, ampliando a vantagem do candidato nas minorias religiosas.
Comparativo com outros institutos
Levando em conta outros levantamentos publicados desde quarta‑feira (14), o cenário permanece semelhante. Datafolha e Indexa/Broadcast apontam 51 % a 49 % nos votos válidos, enquanto a Quaest registra 46 % a 44 % nos votos totais. Cada instituto utiliza amostras, métodos e margens de erro diferentes, o que impede a criação de uma série única, mas nenhum dos resultados indica vantagem fora da margem de erro. Apesar das variações, todas as pesquisas apontam para um cenário de empate técnico, reforçando a volatilidade do eleitorado nas últimas semanas.
Ronaldo Caião (PSD) e Augusto Cury (Avante), eliminados no primeiro turno, declararam apoio a Flávio no dia 8 de julho. Contudo, a migração de eleitores não foi total. Entre os apoiadores de Caião, 59 % pretendem votar em Flávio e 18 % em Lula. Já entre os de Cury, 50 % apontam Flávio e 31 % Lula. Renan Santos (Missão) liberou seus eleitores, que se dividiram em 40 % para Flávio, 20 % para Lula e 32 % indecisos ou brancos. No conjunto, 2 % dos eleitores que votaram em Flávio no primeiro turno agora preferem Lula, enquanto 1 % dos que apoiaram Lula migram para o senador.
A pesquisa reflete o momento da coleta e não constitui previsão de resultado. O segundo turno da eleição presidencial está marcado para o próximo domingo (25) de outubro, e a margem de erro de 2,6 pontos indica que a corrida permanece apertada. Enquanto os candidatos mantêm bases de apoio consolidadas, a indefinição dos eleitores indecisos, brancos e nulos – que somam 6 % – pode ser decisiva para o desfecho. O Ipespe/Abrapel continuará acompanhando a evolução das intenções de voto nas semanas que antecedem o pleito.








