Na terça-feira (15), a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) executou uma operação que resultou na prisão preventiva de cinco suspeitos, com idades entre 22 e 28 anos, em Campo Grande.
A investigação apontou que a quadrilha mantinha uma estrutura estável de refino, guarda e logística para o tráfico de drogas, com equipamentos como prensa hidráulica, placas de ferro, copo de liquidificador e grandes volumes de cocaína pura, além de aditivos químicos usados para adulterar a droga. Os equipamentos incluíam também um conjunto de ferramentas de manuseio e embalagem, evidenciando a organização da operação.
Além das prisões, a polícia realizou uma ordem de busca e apreensão residencial, recolhendo telefones celulares que agora passam por perícia forense para rastreamento de contatos, registros bancários e fornecedores. A apreensão também incluiu documentos que apontam para a logística de distribuição em bairros vizinhos.
A apuração começou há quase quatro meses, após um flagrante no dia 20 de maio, no bairro Moreninha III, onde os investigadores desarticularam um ponto clandestino de preparo de entorpecentes e apreenderam os itens citados. Os investigadores também coletaram amostras de resíduos químicos para análise laboratorial.
Com base nas provas apresentadas pela autoridade policial e no parecer favorável do Ministério Público, o Poder Judiciário decretou a prisão preventiva dos cinco alvos para interromper as atividades da rede criminosa. O juiz responsável pela decisão citou a necessidade de proteger a sociedade e evitar a continuidade do esquema criminoso.
A prisão preventiva visa impedir que os suspeitos continuem operando a rede, enquanto a investigação prossegue para identificar outros integrantes e rastrear a origem dos materiais. O Ministério Público espera que a decisão mantenha a cadeia de produção e distribuição inoperante. A polícia continuará monitorando os endereços vinculados à quadrilha para garantir que não haja novas atividades.








