Dourados registrou 244 milímetros de chuva em outubro, segundo dados da Embrapa Agropecuária Oeste. O volume supera a média histórica de 148 milímetros em 96 milímetros, ou cerca de 65% acima do normal, e tem gerado preocupação entre os produtores de soja do Mato Grosso do Sul.
A Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul (Aprosoja‑MS) apontou danos que podem exigir replantio em algumas áreas. No Centro do estado, a formação de uma camada na superfície do solo dificulta o surgimento das plântulas, enquanto no Sudeste a água tem arrastado terra e sementes, provocando erosão. Ainda não há estimativa oficial da extensão afetada.
O levantamento do Projeto SIGA‑MS, executado com recursos do Fundems e da Semadesc, indica que até 9 de outubro o plantio da safra 2026/2027 alcançou 26,6% da área prevista, equivalente a aproximadamente 1,3 milhão de hectares. A região Sul lidera a semeadura com 35,7% da área, seguida pelo Centro com 17,9% e pelo Norte com menos de 4,8%.
Segundo o analista técnico Lucas Santana, os produtores precisam avaliar quantas plantas conseguiram germinar, a umidade do solo e os danos causados pela erosão antes de decidir sobre replantio. Ele destaca que, apesar das dificuldades, a taxa de semeadura está cerca de 10 pontos percentuais à frente do mesmo período da safra anterior.
O excesso de água, porém, pode comprometer a produtividade da soja e impactar a oferta do grão no mercado interno. Autoridades agrícolas monitoram a situação e deverão divulgar orientações adicionais nas próximas semanas, enquanto os agricultores buscam medidas para mitigar os efeitos da chuva intensa.








