Na noite de domingo (20), por volta das 20h45, um morador do Jardim Itatiaia, em Campo Grande, registrou em vídeo a agressão de um cachorro branco com um cabo de vassoura, ação que deixou o animal desmaiado. O episódio ocorreu em um condomínio na Rua Domingos de Moraes e foi denunciado à Polícia Civil, que iniciou investigação por maus‑tratos e ameaça.
Paulo Guilherme de Oliveira, que ouviu gritos e uivos, descreveu a cena: uma mulher golpeava a cabeça do cão com o cabo, enquanto outra pessoa permanecia sentada em uma cadeira, assistindo. Paulo desceu do apartamento acompanhado da esposa e tentou interromper a violência, mas a agressora passou a ofendê‑los e ameaçá‑los. O casal filmou a ocorrência e entregou o material à polícia para análise.
Ação policial
Após receber a denúncia, a DEPAC/CEPOL enviou uma equipe acompanhada de um delegado ao endereço indicado. No local, os policiais constataram, segundo o relato de Paulo, que a mesma mulher havia agredido a companheira com um cabo de vassoura, configurando nova situação de violência. O caso foi registrado como ameaça, tipificada no artigo 147 do Código Penal, e também como possível crime de maus‑tratos a animais, previsto na legislação ambiental.
Durante a operação, os agentes encontraram dois cães no imóvel. O primeiro, o cachorro branco espancado, apresentava ferimentos na boca, no olho e sangrava. O segundo, um pitbull, estava desnutrido, com fome e sede, preso por coleira sobre um colchão sem cobertura. Ambos foram retirados e encaminhados a uma clínica veterinária para atendimento de emergência.
Situação dos animais
O cachorro vítima da agressão deverá passar por tomografia de crânio, raio‑X de corpo inteiro e avaliação oftalmológica, exames que serão enviados à polícia para integrar a investigação. O pitbull, além de estar subnutrido, recebeu hidratação e alimentação adequadas. Paulo informou que os dois animais permanecem sob cuidados veterinários enquanto aguardam definição de futuro lar.
Paulo também revelou que não se tratava de um caso isolado. Moradores do condomínio já haviam acionado a Polícia Militar em outras ocasiões, relatando agressões semelhantes contra o mesmo cachorro e contra a companheira da mulher investigada. Segundo ele, as ocorrências se repetiram várias vezes, mas as medidas adotadas até então não impediram novos episódios.
A Polícia Civil continuará apurando as circunstâncias das agressões, a identidade dos responsáveis e a extensão das ameaças relatadas. O boletim de ocorrência já inclui a denúncia de ameaça e a investigação de maus‑tratos, que pode culminar em processo criminal contra a agressora e eventuais co‑autores.
Enquanto isso, Paulo busca lares definitivos para os dois cães, ressaltando a necessidade de pessoas responsáveis que ofereçam amor e cuidados. “Eles já sofreram muito e precisam ser amados por quem realmente queira cuidar deles”, afirmou. A expectativa é que os resultados dos exames sejam anexados ao inquérito nos próximos dias, permitindo que a justiça siga seu curso.








