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Bancários da Caixa e do Banco do Brasil iniciam greve em Três Lagoas a partir de 10 de setembro

O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Três Lagoas e Região anunciou a paralisação dos funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, com início nesta quinta‑feira, 10 de setembro, e prazo indeterminado. A greve suspende o atendimento presencial nas agências das duas instituições em Três Lagoas e nos municípios da base sindical.

A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária nos dias 3 e 4 de setembro, após a rejeição das propostas apresentadas nas negociações coletivas. Segundo a presidente do sindicato, Thelma Regina Canisso, a medida integra um movimento nacional de bancários que reivindicam melhores condições de trabalho.

Reivindicações dos Bancários

No caso da Caixa, a principal divergência recai sobre o custeio do plano de saúde, que os empregados consideram excessivo e sem previsão de novo aporte da instituição. A proposta de reajuste salarial, que previa reposição da inflação acrescida de 0,60% de aumento real, também foi rejeitada por ser considerada abaixo do esperado, apesar de superar a inflação.

Para o Banco do Brasil, uma nova assembleia será realizada entre esta quarta‑feira (9) e quinta‑feira (10) para decidir se a greve será mantida ou se a proposta será aceita. Em Três Lagoas, a paralisação deve atingir as duas agências da Caixa e as duas unidades do Banco do Brasil, além de se estender a municípios como Água Clara, Anaurilândia, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Brasilândia, Cassilândia, Chapadão do Sul, Inocência, Paranaíba, Santa Rita do Pardo e Selvíria.

O sindicato informou que as agências permanecerão fechadas durante o movimento e que a população foi previamente comunicada. Enquanto os bancos privados aceitaram a proposta negociada nacionalmente, com assinaturas iniciadas em 9 de setembro, a greve nas instituições públicas segue as regras da Lei nº 7.783/89, que regulamenta o direito de greve, sem data definida para o encerramento. A entidade ainda não divulgou novos prazos ou possíveis acordos.

Com o fechamento das agências, clientes que dependem de serviços como saque, pagamento de contas e empréstimos precisarão recorrer a canais digitais ou às unidades de bancos privados que continuam operando. A liderança sindical afirmou que continuará pressionando as instituições para que haja novo aporte ao plano de saúde e um reajuste salarial mais próximo da expectativa da categoria. Caso não haja acordo, a paralisação permanecerá em vigor, mantendo a pressão sobre a Caixa e o Banco do Brasil até que se alcance uma solução negociada.

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