A fiscalização da Pré-Piracema na bacia do rio Paraguai resultou na aplicação de R$ 28.450,00 em multas e na lavratura de 13 autos de infração ambiental. As ações ocorreram entre os dias 28 de outubro e 2 de novembro, conforme balanço divulgado pelo 1º Batalhão de Polícia Militar Ambiental (PMA).
As equipes realizaram abordagens em pontos estratégicos de pesca e vias de circulação durante o período de seis dias. Ao todo, 570 pessoas foram fiscalizadas. A maior parte das inspeções ocorreu por terra, com 448 pessoas verificadas em estradas vicinais e acessos a portos. Outras 122 abordagens aconteceram diretamente nos leitos e margens dos rios da bacia pantaneira.
Operações de patrulhamento
Os policiais executaram nove operações de patrulhamento, sendo seis roteiros terrestres e três missões fluviais. Nas rodovias e caminhos de acesso aos pesqueiros, os bloqueios interceptaram e vistoriaram 93 veículos de passeio. A ação visava garantir o cumprimento da legislação ambiental antes do início do defeso.
Além das blitze em embarcações e automóveis, a fiscalização estendeu o pente-fino ao comércio de pescado. Sete estabelecimentos comerciais foram inspecionados para averiguar a regularidade das espécies armazenadas. Os agentes verificaram notas fiscais e declarações prévias de estoque exigidas pela legislação antes do fechamento da pesca.
Orientações e resultados
Apesar do volume de multas aplicadas pelas irregularidades constatadas, o levantamento indicou que não houve registro de prisões em flagrante. Também não houve apreensão de pescado ilegal, confisco de barcos, carretilhas ou redes durante as abordagens desse período. A fiscalização focou na prevenção e na orientação dos pescadores.
Nas águas, 122 pescadores receberam instruções formais sobre os limites de captura. As orientações incluíram as datas de proibição total da pesca nos rios estaduais e federais da bacia. A Polícia Militar Ambiental reforçou a importância do respeito ao período de reprodução dos peixes no Pantanal.








