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Candidato a governador do MS propõe auditoria e corte de supersalários

Renato Gomes, no estúdio da Rádio Massa FM Campo Grande Foto: Karina Anunciato/ Portal RCN67

Renato Gomes, economista e candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo Democracia Cristã (DC), apresentou um plano de governo centrado na revisão de gastos públicos, redução de impostos e auditoria rigorosa em órgãos estaduais. As propostas foram detalhadas em entrevista à Massa FM, realizada nesta quinta-feira (17). Aos 40 anos e natural de Campo Grande, Renato disputa seu primeiro cargo eletivo, motivado pela experiência profissional com empresas e empresários.

O candidato afirmou que o contato diário com dificuldades financeiras de clientes o levou a entrar na política. Ele argumenta que conhece a fundo as finanças públicas do município, do estado e do país, além da economia internacional. Essa vivência, segundo Renato, é a base de suas propostas para reorganizar a administração estadual.

Transparência e corte de gastos

Entre as principais medidas está a ampliação da transparência nos gastos públicos. Renato propõe mudanças no Portal da Transparência e a instalação de placas físicas ou digitais em rodovias, escolas, postos de saúde e hospitais. Essas placas devem exibir custos de obras, despesas, folha de pagamento e aquisição de materiais, permitindo que a população acompanhe diretamente onde o dinheiro é aplicado.

O combate aos chamados supersalários figura entre as primeiras ações previstas. O candidato relatou que servidores estaduais recebem valores superiores ao salário do governador e associou esses pagamentos a uma estimativa de R$ 2 bilhões. Além disso, Renato defende a revisão dos benefícios fiscais concedidos pelo Estado. A proposta exige a avaliação do retorno econômico e social dos incentivos antes de sua manutenção, analisando indicadores como geração de empregos e impacto na economia local.

Na área econômica, o candidato defendeu a redução de impostos sobre itens essenciais, como gás de cozinha, gasolina e cesta básica. Ele também propôs aumentar a produção de energia e ampliar a abertura de poços artesianos. Renato afirmou que os recursos para essas medidas virão da revisão de despesas públicas e da otimização dos incentivos fiscais. “Eu digo que o governo é rico, o Mato Grosso do Sul é rico, mas o nosso povo está empobrecendo”, declarou.

Sobre a reforma tributária nacional, Renato disse que pretende pressionar pela revisão das mudanças aprovadas. Ele planeja mobilizar a bancada federal do Estado para discutir alterações na legislação. Paralelamente, defendeu investimentos em infraestrutura para atrair empresas, citando a expansão de ferrovias e projetos de biomassa, energia solar e hidrelétrica.

Saúde e segurança pública

Na saúde, o candidato propôs dedicar os primeiros 100 dias de governo a um diagnóstico presencial da estrutura estadual. Isso inclui visitas aos hospitais regionais e auditorias em unidades e empresas que prestam serviços ao governo. Para a Santa Casa de Campo Grande, Renato defendeu a indicação de um auditor pelo governo para acompanhar as contas e serviços. Ele também citou a necessidade de revisar o funcionamento do Hospital Regional de Ponta Porã. “Os meus 100 primeiros dias serão dias de resgatar a administração desse Estado”, afirmou.

Para a segurança pública, as propostas incluem aumento de recursos, investimentos em tecnologia e mudanças na gestão das forças policiais. Renato sugeriu a implantação de tecnologia nas delegacias e a melhoria das condições de trabalho de policiais e agentes penitenciários. Ele também propôs a criação de um banco comercial do governo estadual para auxiliar servidores no pagamento de dívidas. Outra ideia é a construção de uma “muralha digital” na faixa de fronteira, utilizando tecnologia e integração de informações para combater o crime organizado. O candidato questionou mecanismos de controle após episódios de apreensões de drogas e fugas de presos, defendendo o uso de dados para melhorar a atuação das polícias.

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