Cinco dias após o vendaval que devastou Campo Grande, a prefeitura formalizou, nesta terça‑feira (15), em Brasília, o balanço dos prejuízos e solicitou à União recursos emergenciais de até R$ 40 milhões para reparar os danos.
A prefeita Adriane Lopes (PP) entregou ao Palácio do Planalto um relatório técnico da Defesa Civil que estima entre R$ 30 milhões e R$ 40 milhões o valor necessário para restaurar as estruturas danificadas e garantir atendimento às famílias atingidas.
A solicitação foi apresentada ao ministro‑chefe da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, em reunião viabilizada pelo deputado federal Vander Loubet (PT), que contou ainda com a presença dos vereadores Beto Avelar (PP) e Landmark Rios (PT), além de equipes técnicas da Casa Civil e do coordenador estadual da Defesa Civil, coronel Hugo Djan Leite. A medida foi viabilizada ainda na manhã de sábado, quando o decreto municipal entrou em vigor.
Impacto na cidade
O diagnóstico aponta impactos estruturais e sociais severos: cerca de 200 famílias estão sob monitoramento ou precisam de atendimento imediato, muitas delas desabrigadas ou com casas destelhadas pela ventania.
Na rede municipal de ensino, pelo menos 37 escolas registraram avarias em coberturas, muros e áreas de circulação, exigindo reparos urgentes para retomar as atividades escolares.
O espaço público também sofreu: pane generalizada na rede de semáforos, danos na pavimentação, destruição de galerias de drenagem e centenas de árvores derrubadas, comprometendo a mobilidade urbana.
Enquanto o repasse federal aguarda homologação no Diário Oficial da União, prevista para quarta‑feira (16), a administração municipal mantém 35 equipes em campo para desobstruir pistas, podar galhos caídos e restabelecer a circulação viária.
Próximos passos
Uma nova rodada técnica entre representantes de Campo Grande e a Defesa Civil Nacional está agendada para quarta‑feira, com objetivo de alinhar o plano de trabalho e definir prioridades na aplicação da verba federal.
A situação de emergência foi decretada por meio do Decreto nº 16.735, com validade inicial de 180 dias, e permanecerá em vigor enquanto os recursos forem liberados, permitindo à prefeitura atender às famílias sem abrigo e iniciar a recuperação das escolas e da infraestrutura urbana.








