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Sesc MS leiloa balneário de 35 hectares em Bonito fechado desde a pandemia

O Serviço Social do Comércio de Mato Grosso do Sul (Sesc MS) colocou à venda, por meio de leilão eletrônico, uma área de 35,1 hectares em Bonito, a cerca de sete quilômetros do centro urbano do município. O imóvel, conhecido como Sesc Balneário, está fora de operação desde o início da pandemia de Covid-19 e recebe lances até quarta-feira, 24, na plataforma Casa de Leilões.

Segundo o edital, a disputa está aberta a pessoas físicas e jurídicas de todo o país. O arrematante deverá pagar entrada de 40 % sobre o valor do lance vencedor e poderá parcelar os 60 % restantes em até cinco parcelas mensais. O regulamento também prevê a possibilidade de visitas técnicas, mediante agendamento prévio junto à organização do certame.

O terreno é banhado pelos rios Formosinho e Anhumas, cujas águas cristalinas atraem turistas de diversas regiões. Além da área natural, o balneário concentra estrutura voltada ao lazer e ao turismo de natureza. Entre as benfeitorias constam quiosques de alvenaria com churrasqueiras, redário com capacidade para 25 redes, parque infantil, estacionamento, espaço para camping, receptivo, enfermaria, cozinha industrial e salão coberto para aproximadamente 120 pessoas.

Uma parte da propriedade abriga uma Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN), categoria que garante proteção perpétua ao fragmento de vegetação nativa e estabelece critérios específicos para uso e manejo. O terreno situa-se às margens da rodovia Bonito–São Geraldo, corredor que dá acesso a atrativos turísticos e unidades de conservação no entorno.

Em nota encaminhada à imprensa, o Sesc MS informou que a alienação do balneário decorre de mudanças estratégicas internas. A instituição explicou que o espaço foi inaugurado em 2019, mas permaneceu fechado para o público a partir das restrições sanitárias impostas pela pandemia. Os recursos arrecadados no leilão, de acordo com o comunicado, serão direcionados à implementação de novos projetos ainda não detalhados.

O edital destaca que o vencedor assume a área nas condições atuais e que caberá ao comprador providenciar eventuais licenças ou autorizações necessárias para retomar, ampliar ou alterar atividades. Equipamentos e construções fixas presentes no local integram o objeto da venda, sem possibilidade de desmembramento.

A Prefeitura de Bonito não se manifestou até o momento sobre possíveis impactos da negociação para o setor turístico ou sobre projetos municipais que venham a envolver a área após a transferência de propriedade. O município é reconhecido nacionalmente pela oferta de passeios de flutuação, mergulho em cavernas e trilhas ecológicas, o que torna a região em torno do balneário uma das mais valorizadas para investimentos ligados ao turismo sustentável.

Dados da administração local indicam crescimento constante na demanda por empreendimentos que conciliem conservação ambiental e atividades recreativas, cenário que mantém a valorização de áreas com acesso a cursos d’água e infraestrutura básica já instalada. Por essa razão, o leilão do Sesc Balneário é acompanhado com atenção por empresários e profissionais do ramo hoteleiro, além de moradores interessados em ampliar a oferta de serviços no corredor turístico de Bonito.

Os interessados em participar do certame precisam efetuar cadastro prévio na plataforma Casa de Leilões e apresentar documentação que comprove capacidade financeira para cumprir as condições de pagamento. A habilitação eletrônica permite o envio de lances em tempo real até o horário final previsto no edital. Caso não haja ofertas mínimas satisfatórias, o regulamento prevê possibilidade de reabertura em data posterior ou negociação direta, seguindo critérios definidos pela leiloeira.

O processo de alienação do imóvel integra um conjunto de medidas adotadas pelo Sesc MS para readequar o portfólio de unidades de turismo e lazer mantidas pela entidade no estado. Outras iniciativas, segundo informou a instituição, envolvem revisão de contratos, otimização de recursos e redirecionamento de investimentos para programas educativos, culturais e esportivos.

Com a conclusão do leilão, a entidade deverá formalizar a transferência de titularidade em cartório e, posteriormente, comunicar órgãos ambientais sobre a mudança de responsável pela RPPN existente no interior da área. O novo proprietário ficará sujeito às regras previstas na legislação vigente para conservação de recursos naturais, inclusive a necessidade de manter condições que assegurem integridade dos ecossistemas protegidos.

O resultado oficial da disputa será divulgado na própria plataforma eletrônica e, após homologação, o vencedor dará início aos trâmites de pagamento e registro. Até lá, o balneário permanece fechado, sem previsão de reabertura ao público.

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