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Mercado imobiliário de Três Lagoas aquece com pressão por imóveis

A economia de Três Lagoas vive um momento de forte expansão, impulsionada por grandes projetos industriais. Esse movimento gera pressão direta sobre o mercado imobiliário local. A chegada de executivos, empresários, investidores e famílias de outras regiões aumentou a busca por imóveis residenciais e comerciais. A locação lidera a demanda inicial, mas há espaço para compradores que veem no setor uma forma de proteger patrimônio.

Josiane Scheffer, diretora e proprietária da Amplace Imobiliária, concedeu entrevista ao programa RCN Notícias, da TVC HD Canal 13.1. Ela discutiu planejamento, estratégia e segurança na aquisição de imóveis em um cenário de alta procura. Segundo a empresária, o crescimento não foi repentino, mas ganhou concretude neste ano. Os reflexos são visíveis no trânsito, no comércio e na movimentação geral da cidade.

Demandas e Escassez

“Três Lagoas realmente é o centro das atenções, não somente do Mato Grosso do Sul, mas do Brasil”, afirmou Josiane. A procura por imóveis ocorre diariamente. Neste primeiro momento, a locação aparece como a demanda mais forte. O principal desafio, segundo ela, é a falta de produtos disponíveis no mercado. Casas em condomínios ou loteamentos fechados são as mais difíceis de encontrar.

Esse tipo de imóvel praticamente não aparece na “prateleira” das imobiliárias da cidade. A dificuldade também alcança apartamentos e imóveis de bairro. Parte da explicação está no perfil de quem chega a Três Lagoas. Muitas famílias ainda não conhecem bem a cidade ou vêm com previsão de permanência menor. Isso torna o aluguel a primeira opção natural.

Josiane citou casos de profissionais ligados a projetos industriais que chegam com prazo estimado de dois ou três anos na cidade. Mesmo assim, a imobiliária tem convertido parte dessas buscas por aluguel em negócios de venda. Isso ocorre quando a análise mostra que comprar pode fazer mais sentido do que alugar a longo prazo.

Estratégia de Compra

Com a escassez de imóveis e o aumento da demanda, os preços subiram tanto para aluguel quanto para venda. Para Josiane, o maior risco nesse ambiente é o comprador decidir movido apenas pela pressa. O medo de perder a oportunidade ou a percepção de que os valores vão continuar subindo podem levar a erros. A empresária defende uma análise prévia antes da escolha do imóvel.

Em vez de apresentar casas e apartamentos para depois discutir como o cliente vai pagar, o processo começa pela capacidade financeira. Também entram em jogo os objetivos da compra, a expectativa de rentabilidade e a possibilidade de revenda. O imóvel precisa ser avaliado não só pelas características físicas ou pela localização desejada. Ele deve ser visto pelo papel que terá no patrimônio do comprador. Isso vale especialmente para quem não sabe se permanecerá em Três Lagoas por muitos anos.

“Às vezes, o sucesso do negócio é não fazer um negócio”, declarou Josiane. A frase resume a lógica do atendimento da imobiliária. Se o cliente não estiver pronto ou se a compra não fizer sentido, a orientação é não avançar. A liquidez, ou seja, a possibilidade de vender o imóvel com mais rapidez caso seja necessário, aparece como um dos pontos centrais da análise.

O tipo de condução da compra muda conforme o perfil do comprador. Quem já mora em Três Lagoas e pretende permanecer na cidade tem uma lógica diferente. Isso vale para quem chega por causa de um projeto industrial e pode se mudar depois. Nesse estudo, entram localização, padrão construtivo, perfil do condomínio, valor do imóvel, público potencial de compra e velocidade de revenda. Algumas regiões da cidade valorizam mais rápido do que outras, mas não existe uma resposta única para todos os casos.

A Amplace trabalha com vendedores para evitar preços fora da realidade do mercado. Com a alta procura, proprietários podem tentar pedir valores acima do razoável. A imobiliária busca comparar informações de construção, padrão do imóvel e cenário de negociação. O objetivo é chegar a uma condição que beneficie quem vende e quem compra. Questionada sobre o melhor momento para comprar, Josiane respondeu que a decisão depende menos de fatores externos e mais da preparação do comprador.

Esperar eleições, mudanças econômicas ou novas condições de mercado pode fazer sentido apenas quando a pessoa ainda não está pronta financeira ou familiarmente. Para quem já tem condições de comprar, adiar a decisão pode significar pagar mais caro depois. Josiane citou como exemplo imóveis em condomínio que passaram de cerca de R$ 900 mil para R$ 1 milhão. Depois, o valor subiu para aproximadamente R$ 1,6 milhão, em unidades de metragem e perfil semelhantes.

Ela também contou o caso de um cliente que recebia ajuda de custo para aluguel por um período estimado de três anos. Após fazer as contas, ele concluiu que o valor recebido não compensaria a valorização esperada do imóvel que pretendia comprar no futuro. Diante disso, decidiu iniciar o processo de aquisição. Josiane afirmou que a Amplace é especialista em venda e oferece um atendimento inicial sem custo. O serviço inclui análise financeira, busca estratégica do imóvel e alinhamento jurídico.

A empresária declarou que a imobiliária é certificada pela ISO 9001. Ela se apresentou como a primeira e única do Centro-Oeste com essa certificação no segmento. A empresa fica na Rua Generoso Siqueira, número 203, em Três Lagoas. O convite da empresária é para que interessados conheçam o processo antes de decidir. Em um mercado no qual a pressa pode pesar tanto quanto a oportunidade, o planejamento é essencial.

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