Mato Grosso do Sul intensificou as ações de vigilância epidemiológica e a orientação para atualização da vacinação contra o sarampo. A medida ocorre em resposta ao alerta emitido pelo Ministério da Saúde sobre o risco de reintrodução do vírus no território brasileiro.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou que o estado não possui casos confirmados da doença no momento. No entanto, foram registrados 24 casos suspeitos neste ano. Desses, 21 foram descartados após investigação e três seguem em análise pelos técnicos de saúde.
Alerta nacional
O cenário nacional exige atenção devido ao avanço do sarampo em países como Estados Unidos, Peru, Guatemala, México e Canadá. Nos Estados Unidos, o número de casos atingiu o maior patamar em mais de três décadas. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 90% desses casos estão associados a indivíduos não vacinados.
Até a semana passada, o Brasil contabilizava 52 casos, todos classificados como importados. O estado de São Paulo concentrava 41 registros, com ocorrências também no Rio de Janeiro e no Amazonas. Apesar dos registros, não há transmissão sustentada do vírus no país.
O Brasil perdeu a certificação de eliminação do sarampo em 2019, quando registrou mais de 20 mil casos. Com o avanço da vacinação, o certificado foi recuperado posteriormente. O Ministério da Saúde tem realizado mobilizações para ampliar a cobertura vacinal, incluindo busca ativa e investigação de contatos.
Quem deve se vacinar
A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, é a principal medida de prevenção. A SES orienta que crianças recebam duas doses: a primeira aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, conforme o calendário nacional de imunizações.
Para pessoas de 1 a 29 anos, a recomendação é comprovar duas doses. Entre 30 e 59 anos, uma dose é indicada caso não haja registro anterior. Pessoas com 60 anos ou mais não recebem vacinação de rotina pelo Programa Nacional de Imunizações, salvo em situações específicas avaliadas por autoridades de saúde.
Uma estratégia adotada é a aplicação da dose zero para bebês a partir dos seis meses em contextos específicos. Essa dose não substitui as doses regulares previstas no calendário, que iniciam aos 12 meses.
A SES recomenda que a população procure unidades de saúde para verificar a caderneta e completar o esquema vacinal. A vacina é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Antes de viagens internacionais, é essencial conferir a situação vacinal. O sarampo é altamente contagioso e pode causar complicações graves, como pneumonia e encefalite, podendo levar à morte, especialmente em crianças pequenas, gestantes e pessoas com baixa imunidade.
Qualquer pessoa com febre, manchas avermelhadas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar atendimento médico imediatamente. Essa orientação visa identificar rapidamente possíveis casos e evitar a circulação do vírus no estado.








