O ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno da eleição presidencial contra Lula (PT). O anúncio ocorreu em Goiânia, nesta terça-feira (6).
Ao lado deles estavam os governadores de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de Goiás, Daniel Vilela (MDB), ambos reeleitos no domingo (4).
Caiado, que ficou em quinto lugar na primeira fase com 2,18% dos votos válidos, cerca de 2,6 milhões de votos, pediu ao candidato do PL que trate o equilíbrio fiscal como prioridade se eleito.
Ele disse que vai mobilizar o eleitorado goiano e que, se Flávio vencer, a senadora eleita Gracinha Caiado (União) votará com o governo no Senado.
Flávio terminou a primeira etapa à frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula, uma diferença de 1,87 ponto percentual.
Caiado também afirmou que Lula 'roubou o futuro do Brasil' e 'roubou os aposentados', citando o caso dos descontos associativos não autorizados em benefícios do INSS.
Apoio de Caiado
No discurso, Caiado criticou o presidente, dizendo que 'Lula vai tomar uma taca no próximo dia 25 de outubro'.
Ele também disse que 'Vou entrar de corpo inteiro, por convicção' para apoiar Flávio.
Flávio, por sua vez, prometeu adotar propostas de Caiado para a segurança pública, defendendo a castração química de estupradores e a redução da maioridade penal, afirmando que menores que cometerem crimes vão 'pagar como adultos'.
Ele acrescentou que 'A gente vai arregaçar com vagabundo', reforçando a intenção de endurecer a segurança.
O senador também destacou que o país elegeu no domingo um Congresso muito mais à direita, com maioria para eleger os presidentes da Câmara e do Senado, e que 'A gente está unido porque o Brasil está sob ameaça. O Brasil não suportaria mais quatro anos do PT'.
Impacto no PSD
Apesar do apoio de Caiado, o PSD manteve a neutralidade, permitindo que filiados apoiem quem quiserem no segundo turno, segundo comunicado do presidente do partido, Gilberto Kassab.
A federação formada por PP e União Brasil, neutra no primeiro turno, também declarou apoio a Flávio. Romeu Zema fez o mesmo.
Do outro lado, Lula reuniu aliados para planejar a campanha nas ruas e nas rádios.
Até 25 de outubro, os dois candidatos devem se enfrentar em debates na TV.
A expectativa de que Flávio Bolsonaro vença aumenta a pressão sobre os partidos de centro e centro-esquerda, que precisam decidir se apoiarão Lula ou permanecerão neutros até o último momento.
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