A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul instaurou inquérito para apurar a responsabilidade criminal do pai de um adolescente de 16 anos, apontado como autor dos disparos que mataram Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos, em Bonito. O homem, de 47 anos, admitiu em depoimento ser o proprietário do revólver utilizado no crime, afirmando que a arma não possuía registro legal e ficava carregada no porta-luvas de sua caminhonete.
O inquérito foi aberto na sexta-feira (30), dois dias após a apreensão do jovem. A investigação busca esclarecer como o adolescente teve acesso ao armamento e identificar a conduta de cada envolvido na aquisição, guarda e porte da arma. Durante o interrogatório, acompanhado por advogado, o pai declarou ter comprado o revólver há cerca de dois anos, sem documentação, e que o filho sabia onde o objeto era guardado.
Busca no Rio Miranda
Segundo o relato do pai, ele se desfez da arma após o crime, jogando-a no Rio Miranda, na região do distrito de Águas do Miranda, entre Bonito e Aquidauana. Equipes da Polícia Civil e do Corpo de Bombeiros realizaram buscas na quinta-feira (29), nas proximidades de uma ponte, mas não localizaram o revólver. Até o momento, não há informações sobre novas etapas de busca.
O adolescente foi apreendido na quarta-feira (28), em uma residência no bairro Cidade Nova, em Aquidauana. No dia seguinte, ele foi transferido para Jardim para procedimentos investigativos. Na sexta-feira (30), o jovem foi encaminhado a uma Unidade Educacional de Internação (Unei). Cerca de 13 pessoas foram ouvidas durante a apuração, incluindo o pai do adolescente.
Contexto do crime
O crime ocorreu na noite de 24 de outubro, nas proximidades do Posto Aroeira, em Bonito. A investigação indica que uma discussão entre o pai do adolescente e outro homem evoluiu para agressões físicas. Durante a confusão, o jovem teria ido até a caminhonete, pegado o revólver e retornado ao local, efetuando os disparos.
Ewerton Rodrigues da Silva foi atingido e morreu após ser socorrido. O outro homem baleado sobreviveu. O adolescente é investigado por atos infracionais análogos aos crimes de homicídio qualificado consumado e homicídio qualificado tentado. A Polícia Civil segue apurando as circunstâncias do crime, a origem da arma e a conduta dos envolvidos antes e depois dos disparos.








