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Furtos de cabos elétricos aumentam riscos e interrompem serviços em Três Lagoas

Furtos de fiação elétrica continuam a gerar prejuízos, transtornos e risco de morte em Três Lagoas, MS. Nos últimos 60 dias, a Sanesul registrou 61 furtos em nove estações elevatórias de esgoto, além de incidentes envolvendo iluminação pública. Na madrugada de quinta‑feira, 29, um homem morreu eletrocutado ao tentar cortar um cabo de 13.800 volts nas margens da BR‑158, na saída para Brasilândia. O corpo foi localizado por funcionários da concessionária de energia, acionados após a interrupção no fornecimento, e foram encontrados junto ao falecido materiais que ele pretendia usar no crime.

Os alvos dos criminosos incluem redes de iluminação pública e instalações de energia que abastecem sistemas de água e tratamento de esgoto. Em muitas ocorrências, os ladrões não apenas removem os cabos, mas também danificam bombas, válvulas e estruturas de suporte, exigindo reparos extensos e a presença de equipes técnicas especializadas para restabelecer o serviço. Quando o bombeamento dos resíduos é interrompido, há risco de acúmulo, extravasamento, mau cheiro e impactos ambientais que podem afetar a qualidade de vida dos moradores.

Cada estação elevatória atende entre quatro mil e sete mil ligações de esgoto, o que significa que a paralisação de uma única unidade pode comprometer milhares de residências. A interrupção do sistema pode gerar falhas no abastecimento de água ou redução de pressão em diversos bairros, prejudicando atividades domésticas essenciais. Na semana passada, um corte de cabos na região central mobilizou a Polícia Militar, que registrou danos ao patrimônio público e deixou trechos de uma avenida principal sem iluminação, aumentando a vulnerabilidade dos pedestres.

Impactos na população

Para os moradores, os furtos de fiação significam mais que incômodo. A falta de bombeamento pode provocar acúmulo de resíduos, gerando mau cheiro persistente e risco de contaminação de áreas próximas, o que pode atrair insetos e comprometer a saúde pública. Interrupções no abastecimento de água reduzem a pressão nas torneiras, dificultando tarefas como banho e preparo de alimentos. A ausência de iluminação pública, ainda, aumenta a vulnerabilidade a crimes e acidentes nas vias da cidade, sobretudo durante a noite.

Resposta das autoridades

O tenente‑coronel Ronaldo Moreira, comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar, afirmou que o enfrentamento depende de planejamento estratégico, análise constante dos índices de furto e atuação integrada entre as instituições de segurança e os órgãos de saneamento. A corporação acompanha diariamente os registros de furtos para direcionar o policiamento às regiões e grupos mais vulneráveis, priorizando áreas com maior incidência de danos à infraestrutura. Moreira ressaltou ainda a importância da colaboração dos moradores, que devem acionar a polícia ao perceber movimentações suspeitas ou pessoas manipulando cabos sem identificação, contribuindo para a prevenção de novos incidentes.

A Sanesul recomenda que a população não se aproxime nem tente intervir em cabos expostos ou danificados, pois as redes elétricas podem permanecer energizadas mesmo quando apresentam danos aparentes, tornando qualquer tentativa de corte extremamente perigosa. Em caso de suspeita, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar, evitando riscos de eletrocussão e de novos prejuízos ao patrimônio público. Funcionários da concessionária continuam monitorando as áreas afetadas, realizando reparos urgentes nas estações elevatórias e na rede de iluminação, e mantendo contato constante com as autoridades para agilizar as intervenções.

Nos próximos dias, a Sanesul pretende intensificar as inspeções nas nove estações elevatórias e acelerar a reposição dos cabos furtados, com meta de concluir os reparos críticos dentro de duas semanas. A Polícia Militar manterá o monitoramento diário dos índices de furto e ampliará o patrulhamento nas áreas identificadas como mais vulneráveis, reforçando a presença nas regiões de maior incidência. O objetivo conjunto das duas instituições é reduzir novos incidentes, garantir a continuidade dos serviços essenciais de água, esgoto e iluminação, e evitar novas fatalidades como a ocorrida na BR‑158.

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