Nas urnas de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito presidente da República e Eduardo Riedel conquistou a reeleição como governador de Mato Grosso do Sul. O resultado confirmou a avaliação feita antes da campanha, que apontava ambos como favoritos. A vitória de Lula e Riedel traz um cenário de continuidade política entre Brasília e o interior.
Com a vitória, autoridades alertam contra a arrogância dos vencedores e a intolerância dos derrotados. Ganhar não autoriza cheques em branco, e perder não justifica a recusa em aceitar a vontade popular. O respeito ao processo eleitoral permanece como premissa para a governança.
Desafios de governo
Riedel destacou que a cooperação entre o estado e a União será decisiva para avançar obras como a retomada da Unidade de Fiscalização de Navegação (UFN3), o financiamento do programa Rodar MS, a expansão da Malha Oeste e a construção da hidrovia do Paraguai. Esses projetos exigem diálogo constante, mesmo com governos de campos políticos distintos.
Lula, por sua vez, terá de governar também quem não o escolheu nas urnas. O presidente enfatiza a necessidade de equipe qualificada, responsabilidade fiscal e capacidade de construir consensos para promover crescimento econômico e melhorar a vida da população brasileira.
Riedel reiterou suas prioridades sociais, apontando que as ações do governo estadual devem complementar as políticas federais. O governador ressaltou que o diálogo com Brasília será fundamental para garantir recursos e apoio técnico às iniciativas de saúde, educação e infraestrutura no estado.
O jornalista Bosco Martins concluiu que o poder pertence ao povo, não a partidos ou líderes. Com menos ódio e mais trabalho, a nova fase política pode transformar votos em resultados concretos, reforçando a democracia como missão temporária de quem paga impostos e sustenta o Estado.








