Na eleição de Três Lagoas, a campanha se intensifica nas ruas e nas redes sociais, com candidatos trocando alianças e disputando o voto de última hora. A disputa entre cargos estadual e federal ganha novas versões, enquanto a decisão do STF sobre a Lei da Ficha Limpa amplia o alcance das condenações anteriores a 2010.
Nas ruas de Três Lagoas, a campanha ainda parece comportada, mas nas redes sociais surgem indiretas, acusações e respostas entre candidatos e grupos políticos. A presença de aliados prontos para defender e atacar cria um clima de tensão, enquanto alguns participantes ainda não chegaram à urna, mas já se registraram oficialmente na disputa.
Alianças inesperadas
A tradicional dobradinha entre estadual e federal ganha versões inéditas, com candidatos fazendo dobradinha coletiva, aparecendo ao lado de vários nomes e recebendo apoio de diferentes grupos. A matemática eleitoral simples mostra que quanto mais pessoas pedem voto a um candidato, maior a rede de campanha, mas agora parece que ninguém precisa ser exclusivo de ninguém.
Além disso, a lógica partidária se adapta, com candidatos de direita apoiando nomes identificados com a esquerda. A explicação para essa mistura é que a política não se limita apenas à legenda, mas à pessoa. Quando chega a hora de pedir voto, fronteiras ideológicas se tornam mais flexíveis, refletindo a realidade dos eleitores.
O Supremo Tribunal Federal reafirmou, por unanimidade, que a Lei da Ficha Limpa pode alcançar condenações anteriores a 2010 por crimes contra a vida e a dignidade sexual. A Corte destacou que a inelegibilidade não é uma nova punição, mas uma condição verificada no momento do registro da candidatura, mantendo o entendimento já adotado e rejeitando a tese de aplicação retroativa como nova pena.
Com essas mudanças, os eleitores de Três Lagoas enfrentam um cenário de alianças fluidas e de decisões judiciais que ampliam o alcance das sanções eleitorais. A expectativa é que, nos próximos dias, a votação reflita a mobilização de quem ainda decide no último momento, enquanto a aplicação da Lei da Ficha Limpa reforça a exigência de integridade dos candidatos para garantir a legitimidade do processo eleitoral.








