O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) publicou nesta sexta-feira (11) o resultado final da segunda edição de 2025 do Revalida. A medida oficializa a aprovação de 5.666 médicos formados no exterior. A confirmação ocorreu por meio da Portaria nº 493/2026, divulgada no Diário Oficial da União.
O exame, coordenado pelos ministérios da Educação e da Saúde, avaliou competências teóricas e habilidades clínicas. Os candidatos habilitados podem consultar seus resultados individuais no portal do Sistema Revalida. A publicação marca o encerramento da fase de provas da seleção.
Validação acadêmica obrigatória
A aprovação no Revalida não garante automaticamente o registro profissional nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs). Também não autoriza a atuação imediata na área médica. Os aprovados devem indicar uma instituição pública de ensino superior credenciada e parceira do programa.
Caberá a essas universidades analisar a documentação acadêmica dos candidatos. As instituições emitirão a certidão de revalidação de diploma. Esse documento atesta que a formação cursada no exterior possui equivalência curricular aos cursos de graduação em Medicina no Brasil.
Alinhamento às diretrizes do SUS
O Revalida verifica se os médicos reúnem competências clínicas, diagnósticas e éticas. A avaliação segue as Diretrizes Curriculares Nacionais e os protocolos do Sistema Único de Saúde (SUS). O modelo de teste contempla exigências técnicas em atenção primária, saúde da família e atendimento ambulatorial.
O processo também avalia práticas hospitalares e situações de urgência e emergência médica. O Inep esclarece que o exame não funciona como concurso público. Não cria vínculo empregatício com a administração pública nem destina-se ao preenchimento de vagas em cargos estatais. O objetivo é exclusivamente o reconhecimento acadêmico da formação obtida em outros países.







