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Preços caem 0,20% em Campo Grande no agosto, mas inflação anual ainda supera 3,7%

Energia, combustíveis e alimentos ajudaram a aliviar o bolso Foto: Energisa

Na sexta‑feira (11), o IBGE divulgou que o Índice de Preços ao Consumidor (IPCA‑‑15) registrou deflação de 0,20% em Campo Grande no mês de agosto, indicando que, em média, os preços pesquisados recuaram em relação a julho. O recuo beneficia quem fez compras, abasteceu o carro ou pagou contas no período, mas não elimina o aumento acumulado desde o início do ano.

Deflação significa que a variação média dos preços foi negativa; ao contrário da inflação, que indica alta geral. Apesar da queda de agosto, os preços na capital sul‑mata‑grossense subiram 3,79% desde janeiro, e a alta acumulada nos últimos 12 meses chega a 4,69%. No cenário nacional, o IPCA passou de alta de 0,07% em julho para queda de 0,32% em agosto, com inflação acumulada de 3,11% no ano.

A diminuição dos preços pode aliviar o orçamento familiar, sobretudo em itens que pesam mais no consumo, como energia elétrica, combustíveis e alimentos. No entanto, a deflação de um único mês não reverte o efeito dos aumentos ocorridos nos meses anteriores; produtos que subiram antes e depois recuaram ainda podem permanecer mais caros que no início do ano.

Alimentação e Bebidas

O grupo de alimentação e bebidas foi um dos principais responsáveis pela queda de preços. No país, esse segmento recuou 0,34% em agosto, após uma queda de 0,67% em julho. Entre os produtos que mais baixaram estão a batata‑inglesa (‑19,89%), a cenoura (‑11,22%), a cebola (‑11,07%), o tomate (‑10,94%), o ovo (‑4,15%) e o café moído (‑1,86%). Por outro lado, o leite longa vida subiu 1,78%, as frutas tiveram alta de 0,84% e as carnes registraram aumento de 0,61%. Assim, o consumidor pode perceber descontos em alguns itens da feira e do supermercado, enquanto outros permanecem em alta.

Além da alimentação, o grupo de transportes também contribuiu para a redução da inflação. No país, o índice desse segmento recuou 0,86% em agosto, impulsionado principalmente pela queda de 13,17% nas passagens aéreas. Entre os combustíveis, o etanol ficou 3,95% mais barato, o diesel 0,80% menos caro e a gasolina 0,59% mais barata.

Transporte e Energia

A energia elétrica teve papel relevante na queda dos preços. A tarifa residencial nacional diminuiu 7,63% em agosto, reflexo do Bônus de Itaipu que apareceu nas contas emitidas naquele mês. Essa redução direta na conta de luz libera recursos para outras despesas das famílias. Entretanto, nem todos os grupos registraram queda. O segmento de despesas pessoais subiu 1,30%, puxado principalmente pelo cigarro, que registrou alta de 19,59% no país.

Em resumo, agosto trouxe um leve alívio ao consumidor de Campo Grande, com a deflação de 0,20% e a diminuição de preços em alimentos, combustíveis e energia. Contudo, a inflação acumulada nos últimos 12 meses permanece em 4,69%, acima da média nacional de 4,22%. O cenário indica que, embora alguns itens tenham ficado mais baratos, o custo de vida ainda está elevado em relação ao início do ano, exigindo atenção dos consumidores e das autoridades para monitorar a evolução dos preços nos próximos meses.

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